Resenha: Sepultura – Machine Messiah(2017)

1000x1000-1Sepultura, talvez a maior banda brasileira, lança seu novo álbum de estúdio. “Machine Messiah” apresenta uma forte critica á tecnologia, que segundo o conceito da banda, nos domina e nos faz reféns. Este é um álbum de personalidade, onde a banda sai um pouco da mesmice e trás uma abordagem diferenciada, mas sem perder os elementos já utilizados pela banda, como sonoridades voltadas para músicas tipicas brasileiras.

O disco abre com “Machine Messiah”, faixa que surpreende positivamente. O vocal limpo no início torna a faixa mais sensível mas sem perder o peso, e mesmo quando o gutural entra a canção continua harmônica, com riffs mais melódicos e ao mesmo tempo fortes e pesados.

Posso dizer sem qualquer dúvida que a melhor canção do álbum é “Phantom Self”, pesada, selvagem, mas mantem as raízes do sepultura, com belos riffs, gutural de qualidade. O samba e música erudita presente na canção trás a irreverencia da banda, os violinos lembram sons orquestrais e essa mescla musical é o que torna o Sepultura uma banda única. Peso e nativismo, essas são as palavras que definem “Phantom Self”.  Gosto muito da faixa “Silent Violence”, extremamente agressivas mas mantem a classe e qualidade do álbum. “Alethea” também me encanta, Eloy esbanja talento e técnica em sua introdução, está faixa consegue levar à imersão mental e trazer uma reflexão. O trabalho encerra com “Cyber God”, canção marcada por um vocais  roucos e limpos mesclando-se com o gutural, assim como a faixa de abertura. O disco não poderia fechar de melhor forma, riffs progressivos  e uma bateria assassina. 

Sepultura iniciou o ano com um dos maiores e melhores álbuns de sua carreira, onde a técnica e o peso juntas-se com sonoridades distintas, como música erudita, sambar e até mesmo violinos, algo arriscado de se tentar fazer, mas o Sepultura sembre rompe as barreiras, e desta vez chegou , na minha opinião, ao ápice de qualidade. Essa formação tanto criticada pelos fãs dos Cavaleras e do Sepultura Old, desta não tem razões para ouvir tantas criticas! 

NOTA: 10

Track List

01 – Machine Messiah
02 – I Am The Enemy
03 – Phantom Self
04 – Alethea
05 – Iceberg Dances
06 – Sword Oath
07 – Resistant Parasites
08 – Silent Violence
09 – Vandals Nest
10 – Cyber God

Line Up:
Derrick Green – vocal
Andreas Kisser – guitarra
Paulo Junior – baixo
Eloy Casagrande – bateria

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