Pé da Letra: Análise da música “Stranger In A Strange Land”, do Iron Maiden

A canção que integra o álbum “Somewhere In Time’ é uma composição de Adrian Smith  após ter uma conversa com um explorador que encontrou um corpo na neve. O cadáver era de outro explorador, e estava soterrado havia mais de cem anos. Com isso a canção aborda a história de alguém que esta perdido e não consegue encontrar uma saída, que chama por ajuda e que não é atendido.

Minha interpretação segue uma linha de raciocínio diferente, invés de pensar em alguém em especifico ou algo vago, acredito que ela possa ser interpretada como uma prisão que nós mesmos construímos e a habitamos em nossa mente, onde estamos vivendo em uma utopia, já que aqui,  no mundo real, somos somente estranhos em uma terra estranha.

“Faz muito tempo que deixei meu lar e segui este caminho; Eu era um jovem cheio de esperanças e sonhos; Mas agora me parece que tudo está perdido e nada ganho; Às vezes as coisas não são o que parecem; Nenhum admirável mundo novo, nenhum admirável novo mundo; Nenhum admirável mundo novo, nenhum admirável novo mundo;”. Neste trecho podemos ver aquele desespero juvenil, quando percebe que o mundo em que vivemos não é um conto de fadas, que alcançar os objetivos será uma tarefa árdua não algo simples como em um sonho, quando percebe que o mundo é um caos, cheio e pessoas ruins e podres por dentro.

A música segue: “Noite e dia eu procuro pelo horizonte, mar e céu; Meu espírito vaga eternamente; Até o dia raiar e meus amigos descobrirem por quê; Ouçam-me chamando, resgatem-me; Libertem-me, libertem-me; Perdido neste lugar e sem deixar rastros;”. Quando se depara com a realidade, busca um meio de juga, então aprisiona-se na própria mente, onde cria um mundo utópico, e na realidade só seu espirito vaga. Quando se da por conta, não consegue fugir de tal prisão, pede para os amigos o salvarem, mas não é mais possível.  

O refrão fala dessa prisão em especifico: “Um estanho em uma terra estranha; Terra de gelo e neve; Trancado nesta prisão, é!; Perdido e longe de casa;”. A Prisão, cm o tempo, torna-se a mesma terra estranha que antes era o mundo real, isso se deve ao amadurecimento interior, mas como fugir é praticamente impossível, continua-se isolado no próprio mundo, mesmo que ele já não seja o melhor.

A quarta estrofe fala sobre o homem na neve, que após cem anos foi encontrado. Creio que isso ocorre para dar ênfase a historia ouvida por Adrian: “ Cem anos se passaram e os homens vieram por aquele caminho; Para encontrar a resposta para o mistério; Eles encontraram seu corpo deitado onde caiu naquele dia; Preservado no tempo para todos verem; Nenhum admirável mundo novo, nenhum admirável novo mundo; Perdido neste lugar e sem deixar rastros;”.

“O que se tornou dos homens que começaram; Todos se foram e suas almas partiram; Me deixaram aqui neste lugar; Completamente sozinho;”. Neste trecho a canção fala sobre a perda. Estando preso em seu mundo, e sem interagir com nada real, chega um ponto que todos partem, desistem de resgata-lo, então fica sozinho.

O refrão se repete. A clama por liberdade.

 

 

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