Pé da Letra: Análise da música “Aerials”, do System Of A Down

“Aerials” é uma canção da banda System of a Down presente em seu segundo disco, o Toxicity. A letra trata da liberdade não vista pelos homens. Tem um videoclipe dirigido por Shavo Odadjian, o próprio baixista da banda, e David Slade. A canção foi indicada ao Grammy de “melhor performance de hard rock” em 2003. Alcançou a primeira posição das paradas musicais Mainstream Rock Tracks e Hot Modern Rock Tracks da revista Billboard

A primeira estrofe da canção é turbulenta, apresenta, aparentemente, ideias vagas e devaneios do compositor, entretanto ao ouvi-la com calma é possível notar uma mensagem escondida entre os versos, mensagem esta que nos faz refletir sobre nossas atitudes e modo como agimos perante o mundo. “A vida é uma cachoeira; Nós somos alguém no rio; E alguém novamente depois da queda; Nadando pelo vazio; Nós ouvimos a palavra; Nós nos perdemos, mas achamos tudo”. Os dois primeiros versos da canção são meus favoritos, a comparação existente gera uma reflexão que resulta em milhares de possibilidades. Quando é dito que nossa vida é uma cachoeira e nós somos apenas um “nada” em meio ao rio, mostra a imensidão das coisas, que por mais que as coisas estejam difíceis, existem muitos como nós. Não tomo a queda da cachoeira como a morte, mas sim, como a entrada na depressão e o caos, pois quando passamos por momentos assim o conflito interno é pior que a morte, por conta, disso muitos recorrem ao suicídio. Ficamos completamente perdidos quando estamos passando por tal depressão, andamos por ruas movimentadas com vendas nos olhos, sem rumo ou saber o que fazer, mas tudo isso é ocasionado pois temos a tendência de ver somente o que queremos, tapando nossos olhos para a realidade, nos fechamos dessa dor e só vemos isso, mas como diz a canção, isso vai passar.  

“Porque nós somos os que querem jogar; Sempre queremos ir mas você nunca quer ficar; E nós somos os que querem escolher; Sempre queremos jogar mas você nunca quer perder”. A segunda estrofe aborda nossa bipolaridade. Quando as coisas estão horríveis e nos estamos no fundo da cachoeira pensamos em desistir de tudo e cair ainda mais, mas não fazemos isso, por que por que tudo esteja ruim e aparentemente sem saída ainda temos esperanças que as coisas melhorem.

“Antenas no céu; Quando você perde sua mente pequena você liberta sua vida”. A sutileza presente no refrão da ênfase a mensagem que ele trás. Não podemos ir longe, ou viver uma vida livre se mantermos nossas  mentes pequenas para novas ideias.

A quarta estrofe diz: “A vida é uma cachoeira; Nós bebemos do rio; Depois nós viramos e erguemos nossos muros; Nadando pelo vazio nós ouvimos a palavra; Nós nos perdemos, mas achamos tudo”. Alimentamos-nos do mesmo rio que formamos, isto é, não é exatamente de comida que o autor se refere, mas sim de energias, tanto boas com ruins, e são as energias ruins que nos levam para mais próximo da cachoeira e as boas nos ajudam a construir um murro que, além de barrar as energias ruins, evita de seguirmos rumo para a cachoeira. A segunda estrofe se repete.

O refrão se repete inúmeras vezes.  

 

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