Heavy Metal: uma análise sobre o gênero

O Heavy Metal é um gênero musical que surgiu no final da década de 1960 e inicio da década de 1970, tendo como base, músicas de origem negra, sendo elas o Blues, Jazz e Funk. Apareceu pela primeira vez nos Estados Unidos e Inglaterra tendo as bandas Black Sabbath, Deep Purple e LedZeppelin como as principais  pioneiras do gênero.

Nessa primeira geração de bandas é possível notar uma sonoridade mais massiva e incorporada, os instrumentos utilizados resumiam-se em guitarra elétrica, bateria e contrabaixo.

A guitarra era utilizada em uma afinação mais grave que a presente no Blues, justamente para uma execução mais harmônica dos chamados riffs , estes são uma progressão de acordes, intervalos ou notas musicais, que são repetidas no contexto de uma música, formando a base ou acompanhamento da mesma.  As escalas pentatônicas eram as escalas usadas, que são conjunto de todas as escalas formadas por cinco notas ou tons. Nesta época a técnica conhecida como Sweep picking  passou a ser adotada pelos guitarristas, esta técnica era referia-se a um modo de tocar em que a palheta move-se como uma vassoura (do inglês sweep: varrer); isto, combinado com o movimento correspondente da mão esquerda (ou mão dos trastes) produzindo uma série de notas de sonoridade rápida e fluida. O Tapping tambéns começou a ser utilizado pelos guitarristas, esta técnica consiste em utilizar uma ou as duas mãos para “martelar” (tap) notas na escala do instrumento, ligando-as, adquirindo assim efeito de grande velocidade. O guitarrista Eddie Van Halen foi o responsável por popularizar essa técnica. O papel principal na guitarra muito frequentemente  colide com o papel do vocalista da banda, isto cria uma “rivalidade afetuosa” a medida que ambos disputam pela dominância. O vocal demonstra submissão ao restante do som da banda, isto porque era exigido uma demonstração explicita de emoção dos vocais para indicar autenticidade, refletindo a contracultura do metal na década  de 1960.

Nesta época os bateristas não possuíam nenhuma referencia de “peso” propriamente dito, isso em nenhum aspecto, tanto musical como visual. As influências na bateria vinha do Jazz e do Blues, a bateria do Black Sabbath, por exemplo, é nitidamente um Blues mais acelerado. A dinâmica e técnica vinham mais da parte do Jazz, inclusive foi daí que vieram coisas como a levada de bumbo duplo com Louie Bellson que foi o primeiro a introduzir o bumbo duplo,  e os blast beats, isto é um padrão rítmico de bateria que faz uso de baquetadas rápidas alternadas ou coincidentes na caixa e no chimbal ou ride. Assim, a caixa e o chimbal (ou prato) formam a levada da batida, enquanto o bumbo é tocado entre eles para criar uma “parede sonora”, é técnica que é usada até hoje. Visualmente falando, nesta época também houve uma mudança considerável no visual da bateria, o primeiro baterista a levar a referencia de dois bumbos foi o baterista do The Who, Kaith Moon, até antão os kits seguiam mais ou menos o padrão de um bumbo, um caixa,, um tom, um surdo e geralmente três pratos e um chimbal. O mais curioso disso tudo é o fato de que o musico que mais influenciou no modo de tocar bateria na época não tinha nenhuma ligação com o Heavy Metal, Buddy Rich , conhecido pela incrível velocidade e habilidade mesmo em temas mais complexos, tornando-os claros e precisos. É possível notar a influência de Buddy ao ouvir grandes nomes como Ian Paice (Deep Purple), Neil Peart (Rush) e Jonh Bonham (Led Zepplin).

O baixo elétrico vem  evoluindo desde 1951 quando o Léo Fender lançou o primeiro Precision Bass, e outras novas marcas chegaram no mercado, investindo em tecnologias que tornavam o instrumento mais preciso, com eletrônica moderna sem ruídos, captadores ativos as vezes. Com a chegada do Heavy Metal, podemos dizer que o baixo evolui de 8 para 80, uma evolução notável embora tenha permanecido com o mesmo princípio. A tensão das cordas era reduzida para conseguir o efeito sombrio desejado, Geezer Butler do Black Sabbath, que ajudou a popularizar essa técnica ao reduzir em 1 1/2 a configuração padrão de mi-lá-ré-sol para dó-sustenido-fá-sustenido-si-mi, o que fez com que ele se aproximasse dos acordes e preferências tonais de Tony Iommi. Isso faz as cordas menos tensas, produzindo um tom decididamente diferente daquele que uma afinação padrão permitiria. Muitas bandas de metal deram um passo a mais ao reduzir onze tons, como o lá. Tomando novamente Greezer Butler como referencia de estudo, ele tende a tocar mais acima no braço do instrumento, muitas vezes indo ate a 15° trate, para conseguir o popular dedilhado “chunk-a-chunck-chunk”, que é uma das marcas de  “Paranoid” , clássico do Black Sabbath.

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