Entrevista: Banda Sabaton nos concede entrevista onde fala do novo álbum e tour pelo Brasil

Pela segunda temos a grande honra de entrevistar os suecos do Sabaton. Desta vez falam um pouco sobre sua carreira e sobre o álbum “The Last Stand”, além é claro de sua tour pelo Brasil, confira a entrevista abaixo!  

TMW: PrimeResultado de imagem para sabaton the last stand photo promoiramente, obrigado pela entrevista. Esta é a segunda vez que eu tenho a honra de entrevistá-los. Este ano, a banda lançou o seu oitavo álbum de estúdio, The Last Stand. Bom, qual é a maior inspiração para escrever? Nós sabemos que a Segunda Guerra Mundial é o tema geral, mas o que vocês vêm pretendendo ressaltar?

SABATON: Obrigado por nos convidar! 🙂 Na realidade este álbum é um pouco diferente dos outros, já que a Segunda Guerra Mundial só é representada na última música, “The Last Battle” (A última batalha). Todas as outras músicas estão um pouco espalhadas pela história já que começamos na Grécia Antiga em 480 a.C. e de lá vamos por toda parte, desde a Europa, à África e à Ásia, para dentro da guerra Soviética-Afegã em 1988. É a maior extensão geográfica e de tempo em um álbum do Sabaton já visto.

TMW: Nós estamos em 2016, 71 anos depois do término da Segunda Guerra Mundial. Qual é o objetivo de trazer isso à tona através da sua música? Vocês acham que trás um pouco de consciência para as pessoas?

SABATON: Nós não estamos fazendo isso para educar as pessoas, mas por outro lado, se alguém aprender alguma coisa sobre história escutando nossas músicas, isso é um ótimo bônus, não é?! Nós só achamos que existem tantas histórias fantásticas no nosso passado, então por que criar novas?

TMW: Eu sempre gosto de lembrar da música “Smoking Snakes” (Cobras fumantes), escrita em homenagem aos soldados brasileiros. Como a banda ficou sabendo sobre a história deles? Por que vocês os ressaltam?

SABATON: Nós recebemos um e-mail do Brasil (de um cara chamado Wagner, se eu me lembro bem) em 2012 ou 2013 e foi quando nós ouvimos a história pela primeira vez. Nós sabemos um pouco sobre a Segunda Guerra Mundial, mas aquela história era nova para nós e assim que Pär e eu lemos a história, nós percebemos que aquela era uma história fantástica que TINHA que estar no álbum “Heroes”.

TMW: Na sua última turnê pelo Brasil, um pracinha foi levado ao palco. A emoção era visível, mas qual foi o verdadeiro sentimento que vocês tiveram quando vocês o viram? Vocês já tinham tido a oportunidade de conhecer um soldado da Guerra?

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SABATON: Sim, nós tínhamos conhecido alguns veteranos ao longo do ano, mas quando nós conhecemos José Maria em Juiz de Fora em 2014 antes do show, tem de ser um dos nossos top 3 encontros com soldados ou famílias que nós já tivemos.

TMW: Esse seu retorno ao Brasil vem sendo esperado há muito tempo. O que vocês acham dos fãs brasileiros? O que mais chama a sua atenção na cultura brasileira?

SABATON: Há muita coisa para escolher, mas se eu tivesse que escolher entre algumas eu diria que são a comida e a afabilidade das pessoas. Cara eu realmente gosto do Brasil.

TMW: O mundo vem enfrentando muitos conflitos. Guerras devastando terras e milhares de pessoas são vítimas da violência humana diariamente. Vocês, como especialistas sobre a Segunda Guerra Mundial, acreditam que, talvez, o mundo poderia estar chegando perto de um conflito com proporções similares?

SABATON: Para onde estamos indo agora cairíamos sob o reino da política, não da história, e nós não lidamos com política ou religião. Mas eu digo isso: a história nos ensinou uma coisa, e esta é o fato de que a humanidade não pode aprender da história.

TMW: Para finalizarmos, eu gostaria de convidá-los para conhecer o museu da Segunda Guerra Mundial, o único no estado do Rio Grande do Sul, localizado na cidade de Caxias do Sul. Lá vocês terão a oportunidade de ouvir sobre a história de um eResultado de imagem para sabaton the last stand photo promox-combatente de Monte Castelo, na Itália, que ajudou a libertar o país dos nazistas. Bom, que conselho a banda dá às bandas que estão começando essa estrada?

SABATON: Obrigado, eu ficarei feliz em visitar o museu da Segunda Guerra Mundial se um dia nós tivermos a oportunidade 🙂 E quando se trata de conselho para bandas novas: aguente firme, trabalhe duro e, lembre-se que ninguém vai se importar tanto com a banda quanto vocês mesmos. 

Tradução: Gabriela Faé

Versão em inglês /  English version

TMW: First of all, thanks for the interview. This is the second time I have the honor to interview you. This year, the band has released its eighth studio album, The Last Stand. Well, what is the greatest inspiration to write? We know that the World War II is the gerenal theme, but what have you been intending to highlight?

SABATON: Thanks for having me! 🙂 This album was actually a little bit different from the others since World War 2 is only represented in the last song ”The Last Battle”. All other songs are spread out in history quite a bit since we start in ancient Greece 480 BC and from there go everywhere from europe, to africa and asia into the Soviet-Afghan war in 1988. It’s the biggest span geographically and time-wise in a Sabaton album ever.

TMW: We are in 2016, 71 years after the end of the WW 2. What’s the point in recalling it thru your music? Do you think it brings some awareness to people?

SABATON: We’re not doing this to educate people, but on the other hand, if somebody learns something about history listening to our songs that’s a nice bonus, isn’t it. We just feel that there are so many fantastic stories in our past, so why make up new ones?

TMW: I always like to remember the track Smoking Snakes, written in honor to Brazilian Soldiers. How has the band known about their history? Why do you highlight them?

SABATON: We got and email from Brazil (from a guy called Wagner if I remember correctly) back in 2012 or 2013, and that’s when we heard the story for the first time. We know a bit about World War 2, but that story was new to us and as soon as Pär and I read the story we realized that this was a fantastic story that HAS to be on the ”Heroes” album

TMW: In your last tour thru Brazil, a “pracinha” was taken to the stage. The thrill was visible, but what’s the real feeling you got when you saw him? Had you had the opportunity to know a soldier of the War?

SABATON: Yes, we’ve met quite a few war veterans over the year, but when we met Jose Maria in Juiz De Fora back in 2014 before the show has to be one of the top 3 encounters with soldiers or families we ever met.

TMW: This return of yours to Brazilian land had long been expected. How do you like Brazilian fans? What calls your attention the most to Brazilian Culture?

SABATON: There’s so much to choose from, but if I had to pick a few I’d go with the food and the friendliness of the people, damn I really like in Brazil

TMW: The world has been faving a lot of conflicts. Wars been devastating lands , and thousands of people are daily ground by human violence. Do you, as experts about the WW 2, believe that, perhaps, could the world be getting closer to a conflict with similar proportions?

SABATON: Where we are heading now would fall under the realm of politics, not history, and we don’t deal with politics or religion. But I’ll say this: History has taught us but one thing, and that is the fact that mankind can not learn from history.

TMW: To make it done, I’d like to invite you to know the World War 2 Museum, the only one in the state of Rio Grande do Sul, located in the city of Caxias do Sul. There, you’ll have the opportunity to hear about the history of an ex-warrior of Monte Castelo, in Italy, who helped to take the country from the Nazi. Well, what advise does the band give to bands who are beginning on the road?

SABATON: Thanks, I’ll happily visit the WW2 museum if we ever get the opportunity 🙂 And when it goes for advice to new bands: Hang in there, work hard, and remember that nobody will care as much about the band as you do yourselves.

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Um comentário sobre “Entrevista: Banda Sabaton nos concede entrevista onde fala do novo álbum e tour pelo Brasil

  1. Muito boa a entrevista, parabéns, e a título de informação, o email que a banda recebeu falando sobre os três heróis brasileiros foi um pouco antes do que a banda se lembra, foi em 2011 ainda, mas na época estavam compondo as músicas do Carolus Rex, por isso a ideia ficou guardada até janeiro de 2014.

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