Resenha: Epica – The Holographic Principle (2016)

E o Epica surpreende com um trabalho de classe. “The Holographic Principle” é simplesmente o melhor álbum da banda até então. Um disco consistente, onde as doses sinfônicas e operísticas fundem-se perfeitamente com os elementos do metal.

O álbum abre com “Eidola”, que é pesada e leve, um pouco Pop demais, lembra um pouco Delain em sua melodia, mas a mescla entre metal e clássico em perfeita assimetria é uma boa amostra do que o disco irá apresentar, pois nela o coral magnifico surge.

A faixa que vem a seguir é “Edge Of The Blade”, que, mesmo com o vocal ótimo e coral melhor ainda, me parece fugir um pouco do metal.O peso nas guitarras é grande mas não é tanto como nas outras faixas, e o gutural está cadenciado demais, característica que dá um efeito estranho ao meu ver.

Tenho três canções favoritas no álbum. A primeira é “Universal Death Squad”, faixa alucinante, boa em todos os aspectos, pesada com um vocal perfeito, tanto por parte de Simone como de Mark, e o coral é um show aparte. Empolgante desde o início. A segunda é a calma e envolvente “DancingIn A Hurricane”, tem um inicio mais limpo de instrumentos onde o vocal recebe toda a atenção, possui elementos eruditos o que agrega um diferencial bacana, além do gutural que integra-se por completo com o coral. “Tear Down Your Walls” é a terceira, inicia pesada, muito  pesada com o gutural já engatilhado e novamente há um show de coral e riffs. 

A faixa que encera é “The Holographic Principle – A Profound Understanding of Reality”, delicada e mostra leveza ao som de piano, e o coral brilha intensamente. é a canção mais longa do álbum e não perde a envolvência, com um riff um tanto progressivo, não haveria melhor encerramento para o álbum.

No “The Holographic Principle”, Simone Simons consegue mostrar todo seu talento, em trabalhos anteriores nota-se claramente o uso de pedais, e neste trabalho ela mostrou a sua real potência, um vocal mais simples sem grande alegorias, o que para mim é muito melhor. O gutural de Mark continua mostrando o porquê é o meu favorito entre todos, forte, pesado e limpo, a maestria de Mark é fantástica. O peso instrumental é outro aspecto muito positivo, embora as dias primeiras faixas sejam um pouco pop demais para o meu gosto. 

Muitos falara do coral existente em “Kink Of Kings” do Leave’s Eyes, que era o mesmo de O Senhor Dos Anéis, mas em “The Holographic Principle” o Epica mostrou o que é um coral, que ao meu ver é muito melhor do que o presente no disco dos finlandeses. Repito, este é o melhor disco já lançado pela banda até então.

Nota: 9

Track List

01. Eidola   
02. Edge of the Blade   
03. A Phantasmic Parade   
04. Universal Death Squad   
05. Divide and Conquer    
06. Beyond the Matrix    
07. Once upon a Nightmare    
08. The Cosmic Algorithm   
09. Ascension – Dream State Armageddon    
10. Dancing in a Hurricane   
11. Tear Down Your Walls    
12. The Holographic Principle – A Profound Understanding of Reality

Line Up 

Simone Simons – vocal
Mark Jansen – guitarra/vocal
Isaac Delahaye – guitarra
Rob van der Loo – baixo
Ariën van Weesenbeek – bateria/vocal
Coen Janssen – teclado

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