Pé da Letra: Análise da faixa “Bullets On The Altar” do Almah

A faixa ‘Bullets On The Altar” do álbum Motion, terceiro álbum de estúdio da banda brasileira Almah. O disco é o último com a presença do guitarrista Paulo Schroeber, que se afastou da banda por questões de saúde, e também o último com o baixista Felipe Andreolli, que deixou o Almah para seguir somente com o Angra.

A letra é sem dúvida uma das melhores já escritas por Falaschi, trás um tema forte e reflexivo. “Somos de fato amados?; O que é crença e o que é crime?; Celestial? Fora da mente de alguém?;” A primeira estrofe é constituída por três perguntas muito bem colocadas, pode-se notar que o compositor quis nos fazer pensar sobre a vida e como a vivemos, pensar se o amor é realmente reciproco. A segunda interrogativa me pareceu bastante interessante: “O que é crença e o que é crime?”, com isso podemos expandir nossos horizontes ao que nos é contemporâneo. Veja o estado islâmico, o que para eles é um ato de demonstração de fé e amor a sua crença, para a maioria da humanidade é um crime atroz.

A canção segue: “Pessoas amam, estimam; E afagam quem crucificaram ;Como vitimas fingimos chorar;”. Nesta segunda estrofe Falaschi fala sobre como as pessoas gostam de se passar por vitima. Penso que aqui, a mensagem seja bem abrangente, fazendo até mesmo referencia a Cristo. Pense na educação, os país amam seus filhos, mesmo que estes se tornem errados e pessoas ruins, no entanto, a culpa da criança ter se tornado ruim é deles próprios.

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Particularmente gosto bastante da terceira estrofe: “Tragédia, fim dos dias?; Ou é só a cegueira de um homem; Lealdade ou fanatismo?; Sem esperança, isso me faz sentir tão solitário;” O mundo é cruel, ser leal é importante, mas essa lealdade a princípios pode ser convertida à fanatismo e poucos sabem a linha tênue existente entre eles. Fanatismo mata, é o ópio do ser humano, e isso já foi constatado.

“Homicídio; Crime; Um tiro; Agonia; Você repousa as balas no altar; E você morre; E você mata; Morto por dentro; Você revela; Sua aberração sob sua fé; “ As palavras a principio soltas possuem um sentido espetacular. Existem assassinos, que matam semelhantes, mas eles são pessoas como qualquer outra, que se desviou do que é real e certo, que pode ter se perdido em sua lealdade. Algumas vezes nós somos assassinos por acaso, homicidas na verdade, pois matamos a nós mesmo, mas uma morte interna, gerada pela perda de interesse, perda da luz que carregamos e que nos move através do tempo e espaço, e a escolha de apaga-la sai de nós mesmos, e vagar pelo mundo sem ela é cruel, é solitário.

O pré – refrão chega: “Tomando sonhos, tomando vidas; Tomando anjos dos braços da inocência; Priorado, casa da dor!; Fincando pregos na chuva fria;”. Aqui a mensagem é triste. Sem  querer acabamos destruindo a inocência das crianças, muitas vezes as deixamos ver cenas que destroem o mundo mágico e utópico em que elas vivem, e isso pode gerar consequências ruins e traumáticas, acabamos tirando seus sonhos inconscientemente, sonhos de um mundo bom, sem maldade, um mundo puro como um todo.

“Mas eu sinto o fim da tempestade; E o libertar das doze almas presas; Quando vermos as cruzes queimando para aliviar;” O refrão fala nitidamente de sacrifícios. Tudo tem uma solução, mesmo que o caminho para isso seja duro. As doze almas referidas  podem significar os doze discípulos de Cristo, martirizados pela dor da perda de seu mestre, e como prega a crença Crista, Cristo ressurgiu, e o martírio virou luz. Tudo passa. Tudo possui uma saída.

A estrofe de enceramento é bastante cristão: “Recorremos ao desconhecido; Para deixar nossa culpa pra trás; Piedade não irá apagar suas mentiras; Encare a evidência de que Deus é algo para aliviar; O céu é a liberdade e o inferno é aqui”. Aqui diz que Deus pode ser a fonte de juga, mas é necessário ter em mente a diferença entre lealdade e fanatismo. Uma verdade é expressa, neste trecho, o inferno é aqui, a crueldade habita o coração de todos, podendo ou não aflorar, o céu é após a morte, pois de qualquer modo, não estaremos mais sujeitos a crueldade humana.

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