Entrevista: Guitarrista Luan Mussoi fala sobre os futuros planos da Tears Of Rage

O The Metal World, teve a oportunidade de vir a entrevistar o guitarrista gaúcho Luan Mussoi, membro e fundador da banda Tears Of Rage. O musico fala sobre os futuro e planos da banda e um pouco de sua história. Confira abaixo:

TMW: Bem, primeiramente sou grata pela oportunidade de entrevistá-lo.A Tears Öf Rage é sem dúvida uma das bandas de melhor qualidade do estado do Rio Grande do Sul, e como a banda é um projeto iniciado por ti, gostaríamos de saber de onde veio a ideia para criar a banda?

Luan: Olá, eu que agradeço! A ideia de criar a banda surgiu no dia do meu aniversário em 2010, com alguns amigos que estavam reunidos no dia. Sempre participei de diversas bandas ligadas ao Heavy Metal e ao Rock and Roll em geral, mas tinha a ideia de ter um projeto onde pudesse começar a tocar o som que eu criava e alguns covers que eu gostava, e daí surge a T.O.R.

TMW: No final do ano passado foi lançado o álbum “Tears Of Rage”, homônimo a banda. O que o lançamento deste mudou? Você sentiu que a banda evoluiu e passou a ser vista com outros olhos? E quais os outros benefícios trazidos pelo disco?

Luan: O álbum trouxe alguns novos fãs para a banda e está ajudando a nos levar para outros lugares também.  Durante às gravações com  certeza  evoluímos  bastante,  pois  era  uma experiência nova para todos, e acabamos aprendendo muito, individualmente e em grupo. Quanto a ser visto com outros olhos, acredito que agora subimos um nível da escala da profissionalização, temos nosso material gravado, já surgem oportunidades melhores, etc…, mas também tem aqueles que viram que a banda começou a crescer e viraram as costas para nós. Como já citei anteriormente, o álbum nos beneficiou na parte da divulgação e de dar a banda um ar mais profissional do que tínhamos até então.

TMW: A banda está tentando gravar um DVD com o apoio do FINANCIARTE  da prefeitura de Caxias do Sul. Como estão andamento desse projeto? O que o publico pode esperar?

Luan: Bom, o projeto já foi entregue para avaliação, e obtivemos uma recomendação positiva, que nos leva para a próxima fase. Agora temos que esperar a resposta definitiva por parte da Prefeitura. Caso seja aprovado o projeto, com certeza o público pode esperar um grande espetáculo, que está sendo muito bem planejado.

TMW: Há um tempo atrás a banda teve a grande oportunidade de abrir o show do Tim Ripper. Qual foi a importância disso? O que você sentiu?

Luan: Sem sombra de dúvida foi o primeiro grande momento da banda,  aquele que nos mostrou que já não somos mais um bando de amigos que se juntam pra fazer barulho num porão e morrer por ali mesmo. Para mim foi incrível. Abrir o show de um dos meus ídolos, e ver que o público respondeu tão bem ao nosso show quanto ao dele foi fantástico. Um dia memorável para a banda e para todos nós, e acho que pra mim principalmente, porque sou fã pra caramba de Judas Priest e gosto muito da época em que ele cantou na banda.

TMW: O público pode esperar um novo disco em breve? E se sim, qual a inspiração?

 Luan: Com certeza. Não temos um prazo ainda, porque estamos esperando o retorno sobre o DVD, mas provavelmente até 2018 venham novidades. Quanto a inspiração, nesse próximo disco acredito que virá uma banda mais madura e mais pesada do que no primeiro álbum. As músicas novas estão muito melhor elaboradas, mas continuam com a nossa marca registrada, que é um Metal com o pé mais no Heavy/Power, adicionando sempre uma pitada de outros estilos.

TMW: Enquanto músico, como você vê a cena do metal nacional atualmente? Quais são os fatores que impossibilitam um melhor andamento na cena?

Luan: Essa é uma questão bem delicada, pois tem muitos pontos de vista diferentes. Eu acredito que tem muita banda de qualidade no cenário, com composições ótimas que não devem  nada  ao  pessoal  do  exterior,  mas  acho  que  tem  MUITA  banda  do  mesmo  estilo, principalmente Metal Extremo, e que não ousa muito, e acabam soando iguais a tantas outras. Mas mesmo assim temos um cenário muito bom. Alguns fatores que, na minha opinião, puxam o freio do metal, é a guerra entre algumas bandas, a falta de locais para shows e pessoas incapacitadas que trabalham como produtores por ai, e que podemos ver facilmente que prejudicam a cena toda, pois não planejam bem seus eventos, o que acarreta no não pagamento das bandas ou pagamento não adequado, e faz com que a coisa vá ladeira a baixo cada vez mais. Precisamos de pessoas capacitadas para ajudar as bandas, isso já resolveria uma parte do problema.

TMW: O que te fez entrar no mundo da música? E qual o significado e importância dela na tua vida?

Luan: Eu costumava ser uma criança bem desligada, não via graça em nada e não tinha ideia nenhuma do que fazer da vida. Tudo começou a mudar de rumo quando ganhei um rádio e, mais tarde, um violão da minha mãe. Comecei a ouvir muita música e a arriscar meus primeiros  acordes,  e  fui  vendo  que  aquilo  fazia  sentido  pra  mim,  me  deixava  criativo, empolgado, e então comecei a participar de bandas e aqui estou eu. Música é o meu eixo central, meu equilíbrio, meu remédio, diversão, tudo. Por meio dela conquistei muita coisa que jamais sonharia e acredito que vou conquistar muito mais.

TMW: Costumo dizer sempre que a formula do sucesso do metal no Brasil é fugir da mesmice, buscar novas influências e um som que quebre os padrões e que sai do que estamos habituados. E posso dizer  que  a TOR  fez  exatamente  isso,  buscou  um  som  totalmente  característico. Você  como idealizador e líder da banda, busca influencias em que? Essas influências vão além do rock/metal?

Luan: Apesar de ser idealizador e de liderar a banda, as influências vem de todos. Sempre busquei com que todos da banda participassem e deixassem suas próprias marcas na nossa música, e acho que é isso que dá a cara do som da T.O.R. Todo mundo participa com letras, ideias  de  arranjos,  e  ideias  para  outras  atividades  da  banda.  Cada  membro  tem  suas influências e seu modo de lidar com elas. Particularmente, fui influenciado pelo Death,  Iron Maiden e Judas Priest. Mas adiciono muito nas músicas elementos de outros estilos. Gosto muito de Flamenco, músicas tradicionais de outros países, música do período Renascentista. Os arranjos das músicas tem alguns elementos misturados desses estilos externos ao Metal, mas tudo de uma forma que fique homogêneo dentro da composição.

TMW: Todo o músico tem sonhos e metas. Quais são as tuas metas futuras? Não somente com a TOR, mas também como músico individualmente?

Luan: Com a T.O.R., tenho planos de show no exterior, lançar mais álbuns, e conseguir um bom reconhecimento dos fãs de metal. Esse é o projeto onde deposito minhas criações, muito do meu tempo e parte da minha vida.  Individualmente, penso em participar de outros projetos, onde possa pôr em prática técnicas e conhecimentos diferentes. Tenho planos de uma obra que envolve contos de terror com trilha sonora exclusiva. Tenho uma paixão muito grande pela Literatura fantástica e por filmes, então provavelmente no futuro surja algo nesses campos também, envolvendo a música ou não.

TMW: Somos imensamente gratos pela entrevista, desejamos sucesso e prosperidade. Para finalizar, qual conselho da para artistas iniciantes?

Luan: Novamente, agradeço a oportunidade de contar um pouco sobre a minha trajetória e a da Tears Öf Rage, e desejo sucesso a vocês também. Prefiro deixar como uma dica e não um conselho:  Se alguém te disser que suas músicas estão 100%, ou que você está cantando muito bem, ou tocando muito bem seu instrumento, considere que você está nos 50%, daí nunca vai se deixar levar por opiniões levianas e vai continuar evoluindo e seu ego não vai estourar igual fogos de artifício. E tenha sempre um Líder na banda. É ele que vai ajudar quando as coisas estiverem muito emboladas, ou que não vai deixar as coisas ficarem assim. É a cabeça que está sempre ali para auxiliar a todos e ouvir as opiniões, e sabe o objetivo da banda e fará tudo que puder para ela chegar onde foi planejado.

 

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