Entrevista: Deadpan

Entrevista: Aline Pavan
Fotos: Naiana Rech

Deadpan é uma banda de Death Metal, mas que muitas vezes flerta com o Metal Progressivo, com um som único e com letras que chamam a atenção pela temática a banda oriunda de Florianópolis/SC lançou na metade de 2015 o seu primeiro trabalho intitulado “In Aliens We Trust”. Confira agora essa importante entrevista com a banda e saiba como andam os trabalhos atuais e os projetos futuros:

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TMW: Primeiramente, gostaria que falasse um pouco do início da banda, como ela começou? E qual é a formação hoje?

Deadpan: A banda começou como a maioria, um grupo de pessoas com vontade tocar música se conheceram, isso em 2011, e começaram a brincar tocando covers e aos poucos composições próprias que foram se moldando de acordo com os diferentes gostos musicais de cada um, hoje em dia contamos com a formação original, Gustavo (vocal/guitarra), Anderson (baixo) e Igor (bateria), a formação alternou apenas na gravação do CD na qual o André gravou o baixo.

TMW: Há muitas referências aos alienígenas na sua música e nas imagens dos seus álbuns. Por que uma identificação tão forte com essa cultura?

Deadpan: Não sei se a palavra certa seria cultura, não é algo que seguimos e estudamos profundamente como muitos ufólogos o fazem, acreditamos sim, porém usamos a figura de um ser de outro planeta como algo externo que seria o que “resolveria” os problemas do planeta, já que a humanidade por si só não consegue resolver.

TMW: Como foi escrever esse álbum e qual música dele é sua favorita?

Deadpan: Foi um trabalho muito longo, que começou quando a banda começou, começamos com a composição de “Standard”, depois “Unmasked Living” e por último “A Mature Song” (isso em 2011-2012), então entramos em hiato, passamos por anos trabalhando em letras, ideias e arranjos novos a distância, compondo no Guitar Pro mesmo, e depois ainda com a nossa evolução pessoal ainda mudamos algumas coisas para aprimorar a experiência que tínhamos com as primeiras. Por fim decidimos a volta da banda e o foco na gravação no álbum e decidimos que precisávamos de mais músicas, já tínhamos o esqueleto de duas (Life Olympic Games e Two Faces) e por último compomos “In Aliens We Trust” junto com a temática e a história do álbum. Música favorita para nós é difícil, individualmente cada um prefere uma durante um tempo e depois muda, pois acima de tudo fizemos um trabalho para nos agradar e ficamos satisfeitos com o trabalho, melhor? Talvez “Unmasked Living” atualmente, ou “A Mature Song”, ou talvez “Two Faces”? Pode ser as outras 3 também (risos).

TMW: Como surgiu essa ideia de ter uma banda e quais as influências de vocês?

Deadpan: A ideia de ter uma banda surgiu da vontade de tocar, na época cada um tinha ideias diferentes do que queria tocar e isso no final foi bom porque rolou de fazer um som diferente e de certa forma até abrindo a nossa mente para isso, o som foi se moldando aos poucos até o que tocamos hoje em dia.

TMW: E quando estão no estúdio, tem uma preocupação em não fazer coisas que depois serão impossíveis de tocar no palco?

Deadpan: Em estúdio existe sim essa preocupação, não queremos desapontar o público que ouviu o CD e quando foi ver a banda ao vivo viu algo que não é o que a banda se propôs a fazer, o que já rolou e sempre rola é na hora de compor fazer algo que não conseguimos tocar, mas dai cada um se dedica bastante ao seu instrumento pra dar um jeito de tirar, para ai sim gravar, isso de certa forma é algo que até nos motiva a sermos melhores músicos, já que criatividade e ideias mirabolantes nunca faltou.

TMW: A banda se encontra em turnê de divulgação do atual álbum. Como tem sido essa turnê?

Deadpan: A turnê tem sido animal, ano passado como primeiro ano com o álbum lançado já fizemos muitos shows, esse ano tem sido mais intenso ainda, já percorremos Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mês que vem vamos pra Argentina e Uruguai, e estamos sempre em busca de desbravar mais locais. Estamos aliando o fato de gostarmos de viajar com a banda e de acordo com nossa disponibilidade nos jogamos pra onde nos chamarem.

TMW: Quais são os projetos para o restante de 2016?

Deadpan: Continuar a turnê e tentar desbravar o máximo de lugares possíveis mesmo, já começamos a composição de músicas novas, inclusive já estamos tocando uma regularmente em shows, mas álbum novo agora provavelmente só ano que vem, em paralelo com isso sempre fazemos as nossas produções de vídeos e arte que sempre foram elemento que gostamos de aliar com a música

TMW: O Deadpan lançou um gibi complementando a história do CD. Como os fãs de Metal estão recebendo esse tipo de trabalho?

Deadpan: Acho que inicialmente percebemos que o pessoal achou uma ideia muito boa e diferente mesmo, visto que pouquíssimas bandas fizeram algo parecido, isso ajuda a chamar atenção para o nosso trabalho na qual sempre focamos em várias áreas de arte como um todo, e não somente na música, chamou atenção até da mídia especializada e outros meios, o que para nós é sensacional.

TMW: A banda percebe que a nova geração tem seguido os trabalhos da banda?

Deadpan: Tanto a nova quando a velha geração costumam a nos procurar para trocar ideia sobre a banda e o trabalho que temos feito, acho que esse é um dos diferenciais do metal em si, não se faz música somente para um público ou época específica, mas sim algo que pode perdurar por gerações e gerações.

TMW: Se você quiser apresentar a música do Deadpan a alguém que não conheça a banda, qual música seria um bom começo?

Deadpan: Provavelmente apresentaríamos pelo clipe da banda, “Life Olympic Games”, já que inclui a parte visual, e sim, ela sintetiza um pouco da nossa “doideira” coletiva e ideias musicais.

TMW: A vida já está complicada para grandes nomes do rock Brasil, antes acostumados ao principal holofote, agora remetidos a menor espaço na grande mídia. O que dizer então de nomes em início de carreira. Como é atualmente ingressar no Metal? E quais as principais dificuldades de se trabalhar com esse gênero musical?

Deadpan: A ideia é simples, faça algo por gostar de verdade, não pra buscar fama nem nada, muito menos dinheiro no caso do metal, se gostar muito vai perceber que não tem necessidade de fama ou holofote, já que a satisfação pessoal e as vezes o reconhecimento de poucos porém verdadeiros com a proposta já é o suficiente.

A principal dificuldade é a falta de público para os eventos, o que faz não gerar dinheiro para pagar os custos e as bandas, que muitas vezes tocam pelas despesas e as vezes até por menos que isso, o lado bom é que o pouco público é muito fiel. Trabalhar no sentido de botar a energia e levar a sério, e apesar de sonharmos com isso um dia, infelizmente ninguém vive com a renda do metal ou da banda.

TMW: Obrigado pela entrevista, algum último recado?

Deadpan: Opa, obrigado você por se interessar no nosso trabalho.

Nunca deixem de pensar por si só e questionar os problemas que estão a nossa volta, essa é basicamente a nossa ideia principal como banda, com mais pensadores que vamos encontrar as soluções e esse negócio vai pra frente de verdade.
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Contato para shows e assessoria: www.sanguefrioproducoes.com/contato

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