A mulher no Metal: Frágil? Acho que não!

O site Road to Metal realizou uma pesquisa com mulheres que fazem parte da cena do Metal, procurando saber qual o ponto de vista delas em relação a isso, e sobre a importância da figura feminina em um meio que no passado foi muito machista.megan-fox-metaleira

Doro Pesch, London Wilde, Marcela Bovio, Chiara Tricarico, Nicoletta Rosellini são algumas das questionadas sobre. Abaixo veja alguns trechos contendo a opinião de algumas:

“Eu acho que o termo “Female Fronted “pode ​​ser negativo se evoca noções preconcebidas sobre como a música vai soar. Eu acho que é importante para as mulheres no Metal não se preocuparem com os estereótipos, ou em encaixar em determinado papel ou movimento, e se concentrar apenas em realizar sua visão pessoal como artista.”
London Wilde (Vocalista/Produtora – WildeStarr – EUA)

“Acho que as mulheres são muito mais aceitas no mundo do Metal hoje em dia. Você vê um monte de mulheres que fazem música pesada, e já não é mais uma surpresa, e isto é ótimo! Mas uma coisa que eu acho que realmente é preciso, é se livrar do rótulo de “Female Fronted Metal”, ele não diz nada sobre a música que uma banda realiza!”
Marcela Bovio (Natural do México, Marcela é Vocalista/Violinista e compositora do Stream Of Passion – Holanda)


Hoje as mulheres tentam contribuir com sua parcela a sério neste negócio … e seu objetivo é combinar sua ternura natural e o poder que eu mencionei acima. Criar beleza e ser firme. E continuar sendo mulheres apesar de tudo. Não é uma tarefa das mais simples, acredite em mim!”
(Daria “Domovik” Piankova, Guitarra – banda Concordea – Rússia).

“Para mim, uma combinação da suavidade feminina e o poder da música Heavy Metal sempre foi (e ainda é) a coisa mais maravilhosa e mágica no estranho mundo de vários instrumentos musicais e vozes. Quando uma mulher começa a cantar em uma música poderosa, e ela traz uma pequena (ou nem tanto) linha melódica você precisa seguir e apreciar de qualquer jeito, principalmente quando a cantora é uma profissional!
Todas essas mulheres me lembram uma donzela guerreira – uma combinação de força, beleza e profunda ternura em suas raízes…”
(Nelly Hanael – Vocalista – Majesty of Revival – Ucrânia)

“Não existe espaço pro machismo, o indivíduo que pensa assim, definitivamente não vive o Metal, é só um curtidor, não entendeu nada! Participamos da cena como headbangers que somos, estamos de olho e unidas para proteger e impedir qualquer tipo de preconceito e injustiça. A mulher da cena hoje é consciente do seu direito e seu espaço, sente-se a vontade para falar, tocar, curtir, ir onde ela quiser, dizer suas opiniões , encarar quem quer que a afronte, de igual pra igual. E o cenário só tem a ganhar com isso!”
(Jana Lemos – Sakhet – Brasil)

“Eu acho que todas essas bandas tem que dar um passo atrás e parar de descrever a si mesmos apenas como “Female-Fronted band”; na verdade, eu prefiro ler seu gênero musical, em vez dessa marca.”
(Nicoletta Rosellini – Vocalista do Kalídia – Itália)

“A participação feminina hoje é fantástica, e há uma série de grandes músicos do sexo feminino na cena. Em nenhum momento eu cheguei a sofrer discriminação. Todo mundo sempre foi muito bom para mim e me tratou com respeito e me senti muito apoiada por todas as outras bandas e músicos, e eu sempre, sempre senti uma conexão profunda e sólida com os fãs. Acho que sempre senti que eu amava os fãs e a música, mais que qualquer outra coisa neste mundo.”
Doro Pesch (Alemanha)

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